Paco Bandeira: «A minha filha TINHA MEDO de se chegar ao pé de mim»

Em Vidas Suspensas, na SIC, o cantor falou sobre a desgraça em que a sua vida ficou após o processo de violência doméstica colocado pela ex-mulher.

28 Nov 2018 | 15:08
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O suicídio da primeira mulher, Maria Fernanda e as acusações de violência doméstica da segunda, Maria Roseta, marcam a reportagem da SIC, Vidas Suspensas, que mostra um Paco Bandeira caído no esquecimento,

Terá sido depois de, em 2012, ter sido condenado a uma pena suspensa por abusos psicológicos e violência doméstica que a carreira desmoronou ao ponto de as editores lhe enviarem de volta os CD.

Desde então, é pouco o trabalho que lhe chega. Vende «produtos da terra» para sobreviver, como o próprio conta na reportagem da SIC. Ninguém lhe marca concertos e Paco culpa a ex-mulher. Recebe cerca de 400 euros de reforma, mais 150 de pensão de viuvez, mais 800 euros da Sociedade Portuguesa de Autores

Nega toda as acusações de Maria Roseta e afirma que esta, manipulando a filha de ambos para que testemunhasse contra o pai, engendrou um plano que o deixou na miséria.

Mas o início do fim de Paco começa em 1996, quando Maria Fernanda acabou com a própria vida à sua frente.

 

Primeira mulher suicidou-se à frente de Paco Bandeira

 

«Não tivemos discussão nenhuma, toda a gente sabe coisas que eu não sei. O que aconteceu é que fui dormir a sesta como sempre dormia. Quando me levantei foi quando a Fernanda entrou no quarto e me disse coisas muito bonitas em relação a nós e depois deu um tiro na cabeça», recorda o músico de 73 anos.

O tiro foi desferido com uma arma do cantor, que este costumava carregar. No dia em que Maria Fernanda morreu, Paco Bandeira soube que estava quase sem dinheiro. Alega que era a mulher quem tratava das contas e que nunca se apercebeu que o dinheiro ia sendo gasto de forma demasiado rápida.

Oito meses após ter ficado viúvo, Paco conheceu a mulher que culpa pelo descontrolo em que entrou a sua vida. Nesse mesmo dia, o cantor dormiu em casa dela. Pouco tempo depois de se terem conhecido, nasceu Constança, terceira filha do músico. Paco diz que não a amava.

 

A violência doméstica e a condenação em tribunal

 

Maria Roseta, 17 anos mais nova, torna-se então a segunda mulher do cantor.

«Qualquer coisa que eu fizesse era contra a maneira de ser dela. Ninguém gostava da Maria Roseta. Mandona, altiva, autoritária, tratava mal as pessoas. A toda a hora dizia mal das minhas filhas», descreve, assegurando que Maria Roseta se tornou uma mulher diferente no dia em que assinaram a escritura de uma casa que ficou em nome da filha de ambos.

Tudo terá piorado quando Constança tinha cerca de nove anos. Segundo o cantor, a criança começou a ser manipulada quer pela mãe referindo não só que o artista iria matar a progenitora como «todos os pais eram pedófilos».

«A minha filha tinha medo de se chegar ao pé de mim», sublinhou. Estes factos são suportados pela empregada da família, que afirma que a menina andava sempre ao seu lado, dizendo a mãe a tinha avisado para não ficar sozinha com o pai.

Maria Roseta entrou com um processo contra o cantor e em 2012 acaba por ganhar, sendo a condenação de Paco Bandeira uma pena suspensa por abusos psicológicos e violência doméstica. Acusou o cantor de a aterrorizar – a ela e à filha – com facas, e com a mesma arma com que a primeira mulher se suicidou. Além da filha Constança, nenhuma testemunha assistiu a discussões ou agressões.

O testemunho da filha, na altura com 12 anos e hoje com 19 foi crucial para a decisão do juiz.

 

Filha muda a versão e processa a mãe

 

Apesar de ter, em tribunal, testemunhado contra o pai e decidido o rumo do caso, Constança volta agora atrás nas declarações. Diz que foi manipulada pela mãe e que tanto esta como o pai têm culpas a assumir.

O cantor já foi chamado para ser testemunha de Constança, de 19 anos, filha mais nova do cantor, que acusa a mãe, Maria Roseta, ex-mulher de Paco Bandeira, de violência doméstica e maus-tratos.

A filha de Paco Bandeira saiu de casa em março de 2017, altura em que abriu o processo contra a mãe pelos «maus-tratos psicológicos a que foi sujeita nos últimos seis anos».

Constança alega que a mãe se tornou amarga e sem confiança por saber que o marido não a amava.

Paco é atualmente casado com Gisela de Jesus, taróloga. A mulher afirma que nunca teve razões de queixa do marido, que elogia.

São as consulta de tarot de Gisela que equilibram as contas do casal.

 

Texto: redação WIN – Conteúdos Digitais | Fotos: Arquivo Impala

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