Incêndio na terra de Cláudio Ramos: Luís Nascimento mostra imagens da tragédia

Em Vila Boim, onde vive a família de Cláudio Ramos, um incêndio está a ser combatido por mais de cem operacionais. Nas redes sociais, Luís Nascimento mostrou imagens da tragédia.

28 Jul 2021 | 18:19
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Luís Nascimento, irmão de Cláudio Ramos, partilhou nas redes sociais imagens que testemunham a dimensão do incêndio que deflagrou às 14h45 desta quarta-feira, 28 de julho, numa área de mato e eucaliptos na zona de Vila Boim, no concelho de Elvas, Portalegre, onde vive a família do apresentador da TVI.

“Nem vento está para isso… Jesus!”, comenta o alentejano, numa série de vídeos partilhados no InstaStories, ferramenta do Instagram. A TV 7 Dias reproduz essas imagens de seguida:

 

 

Neste momento, o combate às chamas está a ser feito por mais de cem operacionais – os dados mais recentes apontam para 150 -, apoiados por 42 viaturas e sete meios aéreos. De acordo com fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Portalegre, citada pela agência Lusa, o incêndio tinha, às 15h45, uma frente ativa e estava a “evoluir com alguma intensidade”. As habitações não estavam em perigo.

Cláudio Ramos nasceu em Angola, tendo-se mudado para Portugal em criança. A família vive, desde então, em Vila Boim e é para lá que o apresentador do matutino “Dois às 10”, que conduz com Maria Botelho Moniz, viaja frequentemente, nomeadamente para estar com a filha, Leonor.

Há cerca de um ano, a estrela da TVI falava na Internet sobre a importância de regressar à sua terra. “O Alentejo fica-nos sempre com um pedaço quando vamos e voltamos. Um bocado grande que pode ser uma espécie de carne arrancada de nós. Fica uma ferida. Quem nunca mais voltou, conta que a ferida não sara. Não cicatriza. Sentem saudades dos pés quentes na terra. Da roupa colada ao corpo transpirado. Sentem falta do silêncio e até das mulheres que vestem preto. Sentem falta do cantar das cigarras que só se calam no fim do quente”, escreveu Cláudio Ramos.

E completou: “Há quem diga que de tanto ir e vir, de tantos bocados ficarem, de tanta carne nos arrancarem… um dia ficamos lá. Reféns. Reféns da terra, para que deixe de ser seca e à espera que as mulheres voltem a vestir-se de cor. Se há lugar para vestir cor, será no Alentejo!”

 

Texto: Dúlio Silva; Fotos: reprodução redes sociais

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