Cristina Ferreira confessa: «Sempre que eu tinha que ir ao palco era assustador»

Cristina Ferreira superou uma das suas maiores «fraquezas» ao aprender inglês. Agora, a apresentadora recorda como foi o processo e esclarece a possibilidade de uma carreira internacional.

15 Jun 2019 | 10:50
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Cristina Ferreira esteve presente na Feira do Livro de Lisboa esta quinta-feira, dia 13 de junho, para falar sobre o seu livro de inglês e dar autógrafos. Jonathan Munro, o professor que acompanhou a apresentadora nesta «viagem», também esteve a seu lado no evento.

«Este senhor já deu aulas a pessoas muito importantes. Ministros, Secretários de Estado, que de repente, de um momento para o outro, passam a ter cargos onde precisam de usar imediatamente o inglês e o Jonathan consegue pô-los a falar num instante, dentro das áreas onde eles se inserem», começa por revelar a estrela da SIC.

A cumplicidade entre a anfitriã d’O Programa da Cristina e o professor é visível e, de repente, a estrela televisiva fez uma revelação caricata: «Por exemplo ele chegava ao pé de mim e dizia: ‘Ai que unhas tão lindas, que unhas são essas?’ Depois eu tinha que explicar, em inglês. Ele ficou a saber tudo da minha vida!»

Perante isto, Jonathan interrompe Cristina Ferreira: «Até demais», deixando todos os que assistiam ao debate a rir às gargalhadas.

 

Cristina Ferreira supera «fraqueza»

A «vizinha» de Cláudio Ramos superou, assim, uma das suas «fraquezas», que era o facto de não saber falar a língua inglesa. «Eu senti, desde o primeiro minuto, que este livro não seria igual e que eu não queria ganhar nada com ele. Eu já tinha ganhado a partir do momento em que eu me tinha proposto a superar, um bocadinho, aquilo que eu não conseguia fazer. Isto começou quando eu lancei o perfume, já fui fazer algumas coisas no estrangeiro e sempre que eu tinha que ir ao palco era assustador. Eu ficava quase a tremer antes de subir ao palco, porque tinha de falar em inglês», conta.

A mãe do pequeno Tiago falou sobre a experiência que viveu em Cambridge, no Reino Unido, na altura em que fez o exame. «Cambridge tem um bonito campus universitário, come-se mal, quer dizer, não é comer mal, a malta vem é de lá um bocadinho mais gorda. Eu costumo dizer que até a alface eles fritam em Cambridge» revela, entre sorrisos.

A apresentadora garante que quer voltar a ter aulas. «’Voltei a ter uma ‘ferrugenzita’ porque não tenho aulas desde janeiro. Mas a minha cabeça está tudo menos virada para o inglês nos últimos tempos». Recorde-se que Cristina Ferreira se estreou na SIC no dia 7 de janeiro e, desde então, muita coisa mudou.

«Já nem consigo dar conta do que tenho em Portugal»

À imprensa, a estrela contou um episódio caricato que viveu na Embaixada dos Estados Unidos da América e tudo por causa do inglês. «Um dia na Embaixada Americana, aqui em Lisboa, tive uma conferência. Disseram-me: ‘Vais lá, é uma conferência e vais falar em português’, e eu fui muito tranquila. Quando eu chego lá, dois minutos antes de entrar no palco, disseram-me que eu tinha de falar em inglês porque a embaixadora não fala uma palavra de português. Eu senti um pânico imenso: ‘E agora?’ Pensei na altura. A plateia, que era metade portuguesa, foi-me ajudando a fazer o discurso. Mas eu não tenho problema nenhum em assumir que o inglês não é uma língua que eu domine. O meu sotaque não é perfeito. Eu sei fazer outras coisas tão melhor do que falar inglês», afirma.

Apesar de se ter dedicado, de corpo e alma, à língua inglesa, Cristina Ferreira garante que não pensa numa possível carreira internacional. «Eu já nem consigo dar conta de tudo o que tenho em Portugal», revela, sempre com um sorriso no rosto.

Graças a esta aprendizagem, a artista vai ajudando o filho, «que ele já tem inglês na escola» e muitas vezes vai também revendo a matéria. A ex-companheira de Manuel Luís Goucha nas manhãs da TVI garante que não tem a ambição de ser escritora, mas confessa que se lhe aparecer um desafio que combine consigo e que possa, de alguma forma, entrar nele, «alinha na boa».

A apresentadora confessa ainda que gosta muito deste contacto com o público, apesar de as redes sociais terem ajudado nesse aspeto. «Antes só quando saíamos à rua é que percebíamos esse carinho, hoje em dia é imediato. Para o bem e para o mal.»

Por falar na parte negativa das redes sociais, o rosto da SIC esclarece: «Desde que a crítica seja no sentido de evoluirmos, porque eu própria sei quando é que cometo erros, coisas que não deveria ter dito, perguntas que não deveria ter feito e formas de abordagem às vezes nos programas de televisão que não deveriam ter sido aquelas, eu própria tenho noção dos meus erros. É tão bom podermos crescer com isso e com alguém que nos diga. Agora tem é que ser educado a dizer isso, porque, se for agressão, não volta a entrar em minha casa!»

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Texto: Ivan Silva| Fotos: Helena Morais e reprodução Instagram 

 

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